URGENTE: POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA ESQUEMA DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO SERVIDORES DO INSS

Uma operação da Polícia Federal revelou um esquema de fraudes que pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões do INSS entre 2019 e 2024. As investigações apontam que associações de fachada, com o envolvimento de servidores do INSS, cadastravam aposentados sem autorização e aplicavam descontos mensais indevidos diretamente nos benefícios.

Segundo a PF e a CGU, essas entidades:

  • Pagavam propina a servidores públicos em troca de dados de beneficiários;

     

  • Utilizavam assinaturas falsas para simular autorizações;

     

  • Eram presididas por laranjas, como idosos, pessoas de baixa renda e aposentados por incapacidade;

     

  • Operavam por anos no mesmo endereço, com dirigentes que ostentavam viagens internacionais, como para Dubai, Paris e Lisboa.

     

Além disso, beneficiários eram filiados a várias entidades no mesmo dia, muitas vezes com erros idênticos nos cadastros, evidenciando a ação coordenada. A liberação em lote de descontos pelo sistema do INSS, sem verificação individual, contribuiu para a disseminação da fraude.

Ações da PF e medidas tomadas

  • Seis pessoas foram presas preventivamente;

     

  • Onze entidades estão sob investigação por movimentar os recursos desviados;

     

  • Seis servidores do INSS foram afastados, incluindo nomes de alto escalão da gestão.

     

O esquema era articulado por lobistas e advogados, com repasses feitos por meio de empresas utilizadas para lavagem de dinheiro. A operação expôs um dos maiores escândalos de corrupção já ligados ao sistema previdenciário brasileiro.

A PF continua com as apurações e novas fases da operação não estão descartadas.

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