Uma nova denúncia expôs um grave escândalo no INSS: mesmo após alertas de órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e investigações da Polícia Federal, a autarquia permitiu que entidades usassem “sistemas paralelos” para aplicar descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo documentos obtidos pelo Jornal Nacional, associações como a ANDDAP (Associação Nacional de Defesa do Direito dos Aposentados e Pensionistas), Amar Brasil ABCB e Masterprev conseguiram aprovar milhares de filiações em tempo recorde — tudo isso usando plataformas privadas e assinaturas simplificadas, sem a biometria oficial exigida pelas regras do próprio INSS.
O mais alarmante: mais de 99% dos beneficiários afetados dizem que nunca autorizaram os descontos. Há centenas de reclamações nas redes, além de processos judiciais contra as entidades envolvidas.
Em julho de 2024, o INSS chegou a determinar que novas autorizações só seriam válidas com biometria oficial e assinatura eletrônica avançada. No entanto, o então presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, autorizou 16 entidades a usarem sistemas próprios de “biometria paralela”, desconsiderando a exigência da biometria da Dataprev, — o que, na prática, abriu brecha para a fraude em massa.
O atual presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, criticou duramente essa flexibilização, afirmando que ela “possibilita a fraude” e que o INSS “não poderia ter criado um atalho alternativo justamente após tantas denúncias”.
Agora, essas associações estão sendo investigadas pela CGU e pela PF, e o caso segue em apuração.
Fique atento aos seus extratos de pagamento e, se notar qualquer desconto indevido, procure imediatamente um advogado especialista para lhe orientar.
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